Projeto, Parcerias
Postado em 27/11/2025 às 17:35
Fapto e Unitins realizam cerimônia simbólica de assinatura do convênio do Projeto Nuta 2.0
Projeto é financiado pela Finep, tem duração prevista de 36 meses e irá modernizar infraestrutura do núcleo
A Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (Fapto) e a Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) realizaram, nesta quinta-feira, 27, a cerimônia simbólica de assinatura do convênio que viabiliza o Projeto Nuta 2.0: Avançando na Conservação e Democratização do Acesso ao Acervo.
Com um investimento de aproximadamente R$ 1.300.000,00 (hum milhão e trezentos mil reais) e duração prevista de 36 meses, o projeto tem como objetivo modernizar a infraestrutura de guarda, preservação e exposição do Núcleo Tocantinense de Arqueologia (NUTA), referência regional desde 1999 na pesquisa, conservação e disseminação da memória arqueológica e cultural do Tocantins.
A iniciativa contempla a aquisição de móveis e equipamentos especializados para a reserva técnica, aprimoramentos no controle ambiental dos ambientes e implantação de câmeras de segurança. A modernização permitirá melhores condições de conservação do acervo arqueológico, histórico e documental, além de ampliar as possibilidades de visitação, pesquisa e ações educativas.
O curador do Nuta, professor Genilson Rosa, destacou o caráter histórico e estratégico do momento. “Estamos completando 26 anos de história, e essa assinatura representa um marco essencial para o NUTA. Depois de um período intenso de projetos voltados ao salvamento arqueológico, era necessário olhar para o acervo com mais cuidado, pensar seu futuro, sua guarda e sua capacidade de gerar conhecimento. Este projeto chega como o primeiro degrau de uma renovação maior da nossa reserva técnica. Temos muito a fazer, e contamos com a parceria da Fapto, da Finep e da Unitins para avançar ainda mais. É uma alegria ver esse esforço coletivo se transformar em possibilidade real de fortalecimento do núcleo”, destacou.
O diretor-geral da Fapto, Léo Araújo, enfatizou a importância da captação de recursos externos para garantir a sustentabilidade do núcleo: “Trazer recursos externos para manter e desenvolver o NUTA é essencial. Este espaço tem custos significativos e, ao mesmo tempo, um enorme potencial de atrair investimentos e fomentar a pesquisa. O NUTA é um campo fértil de produção científica, capaz de elevar indicadores acadêmicos da Unitins e fortalecer o ensino, a extensão e a inovação no estado”, disse.
O superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan Tocantins), Danilo Curado, falou sobre o valor social e cultural do núcleo para o estado e para o país. “O NUTA presta um serviço social imenso ao povo tocantinense e ao povo brasileiro. O patrimônio arqueológico e paleontológico que vemos aqui obriga as instituições públicas a aprofundar parcerias e ações conjuntas. Precisamos trazer mais investimentos e construir planos de ação que fortaleçam esse espaço nos próximos anos”, ressaltou.
A pró-reitora de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários da Unitins, Gisele Padilha, destacou o compromisso institucional com a preservação e o acesso ao patrimônio cultural. “Fico muito feliz em ver o esforço pela busca de alternativas que priorizam a conservação e a democratização do acesso a esse patrimônio tão valioso. O NUTA é um espaço de memória, identidade e conhecimento, e merece toda a atenção para seguir cumprindo seu papel formador”, disse.
Sobre o NUTA
O Núcleo Tocantinense de Arqueologia, vinculado à Unitins, é referência desde 1999 na documentação, salvaguarda e pesquisa de sítios arqueológicos e bens culturais. Seu acervo reúne milhares de peças que remontam a diferentes períodos da história regional, atuando na preservação da memória do Tocantins e na formação de pesquisadores, estudantes e comunidades.
Fotografia por Nonato Silva.
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