Palmas-TO, 15 de novembro de 2019

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Resíduos de Flutuantes causam riscos à natureza e podem gerar doenças a população

Atualizado em: 29/05/2019 14h49

Os dejetos descartados nos banheiros e cozinhas dos flutuantes, que navegam no lago de Palmas, devem ter um destino apropriado já que os materiais vão para a água, onde os moradores e turistas aproveitam para tomar banho. Por causa da poluição, normas sanitárias do Ministério Público determinam que o descarte de fezes, urinas e outros materiais sejam regularizados.

Quase 50 embarcações oferecem momentos de lazer e contato com a natureza em Palmas, mas para que a prática seja correta e saudável, é necessário cuidar do lago. Segundo a companhia de água, a cada viagem em um flutuante, cada pessoa produz cerca de 30 litros de dejetos. Sem regulamento, fezes e urinas eram lançados no lago de Palmas sem nenhum tipo de tratamento. A situação gera riscos à natureza e à saúde humana. Agora o derramamento na água é proibido.

Os donos as embarcações terão que instalar, no fundo dos flutuantes, um sistema que capta esses materiais. No local serão armazenados os dejetos produzidos durante o passeio e ao final de cada viagem, os materiais devem ser encaminhados ao sistema de esgoto sanitário de Palmas. O transporte vai ser feito por caminhão limpa-fossa.

Os proprietários da embarcação têm 30 dias para a adequação. A fiscalização será feita pelo Instituto de Natureza do Tocantins (Naturatins) e pela Marinha. Quem desrespeitar a norma pode pagar multa e ainda responder na Justiça por danos ao meio ambiente.

O especialista em química ambiental, Emerson Guarda, informou que, com a prática errada, além da mudança no cheiro da água, os dejetos podem ser vistos na margem do rio. "É um resíduo que trás doenças de veiculação hídrica, que são diarreia, cólera e até hepatite", disse Guarda.

Emerson também é coordenador do projeto Laboratório de Pesquisa em química Ambiental e de Biocombustíveis (LAPEQ), que é gerenciado pela Fapto.

Com informações do G1 TO

Foto: Internet